terça-feira, 28 de dezembro de 2010

pum pum

being safe
being sorry
being sad
being happy
being free
being being being

being what?
really dont know.

guess we have to live to discover.

That's what i'm doing:

BEING !

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

First Time



" Sit talking up all night, saying things we havent for a while, a while yeah... we're smiling but we're close to tears even after all these years...We just now got the feeling, that we're meeting for the first time "

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Risk

Não devemos nunca perder a esperança de viver. Não devemos perder a ambição de querer mais e melhor apenas por termos falhado anteriormente. Cada caso é um caso e nunca nada é igual. Erros e traumas do passado ficaram lá por alguma razão. Porque aprendemos com eles, tornámos-nos mais fortes e conscientes do que foi aquela dor. Aquela sensação de sermos atropelados por um camião; aquela sensação de nos sentirmos na merda e de acharmos que o que estamos a passar é o pior momento da nossa vida - novidade de última hora: NÃO É ! 
Cabe a cada um de nós ter a força e a resiliência de superar um obstáculo e saltarmos por cima dele. O salto foi alto e esfolámos o joelho. A cicatriz que fica no joelho é a marca do obstáculo que avançámos e aos olharmos para ela devemos ter orgulho: é a imagem da nossa luta, da nossa garra, da nossa coragem e, no fundo, da nossa ambição.
Mas essa cicatriz que perdura para sempre em nós é isso mesmo - uma marca do passado. Passado que ficou lá atrás e com o qual aprendemos. Não deixar que o passado se intrometa num presente - e num futuro - é também prova de resistência. Alegria no presente e esperança no futuro; Não ter medo de viver o futuro tendo a cicatriz presente no presente, sabendo que aquele joelho já não tem espaço para outra cicatriz, e que ainda temos o resto do corpo para o que der e vier. Pensar que a vida é só uma e não perder a energia de viver. Viver ansiosamente à espera de momentos bons e ter a consciência de que são puros, livres, desinteressados, e que, de uma forma ou de outra, devem ser vividos.
Porque por mais cicatrizes que tenhamos, a nossa mente nunca se ferirá, porque ela é o expoente máximo da vida humana. É essa massa cinzenta que distingue o preto e o branco que há na vida; é ela que ilumina uns momentos e que escurece outros; é ela que nos dá alento para continuar a procurar a FELICIDADE, esse sim, o nosso maior propósito.
Ter a capacidade suficiente para alcançar felicidade, por mais que o nosso corpo esteja coberto de cicatrizes e por maior ou menor dimensão que estas possam ter, é a prova máxima da vida...e consequentemente do ser humano.

Por isso: MERGULHA NA FELICIDADE!

"A vida és tu, quem controla a objectiva e é tudo uma questão de perspectiva. À nossa volta tudo roda como num caleidoscópio, foca para não te desviares do teu propósito! (...) Vence a inércia, fortalece a auto-estima; Se estás em baixo, um dia estarás na mó de cima! Luta, acredita, valoriza as virtudes, sublinha os defeitos com pureza nas atitudes ! "

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

on-sense

 Isto: " não é a questão de estar toda apaixonada/o mas se quando namoras não acreditas naquilo que estás a viver, não faz muito sentido estares com uma pessoa com a qual não imaginas um futuro "


E isto:
"There are going to be times when you learn more about the world you’re
entering and feel defeated when you see the gap between the ideal and
the reality… But that’s something we’ll all face. The people that face
those obstacles and overcome them are people whose dreams come true."
Porque me fez sentido. Todo? Nem sei. Achei bonito.

(todos os direitos reservados para os autores das frases)

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Para re-re-re-relembrar SEMPRE. FORÇA (UMA PÁGINA DE HISTÓRIA)




Tás a sentir
Uma página de história
Um pedaço da tua glória
Que vai passar breve memória
Tamos no pico do verão mas chove
Por todo o lado
Levo uma de cada
Já tou bem aviado
Cuspo directo no caderno
Rimas saídas do inferno
Que passei à tua pala
Num tempo que pareceu eterno
Tou de cara lavada
Tenho a casa arrumada
Lembrança apagada
De uma vida quase lixada

Passeio na praia
Atacado pelos clones
São tantos e iguais
Sem contar com os silicones
Olho para o céu
Mas toda a gente foi de férias
Apetece-me gritar
Até rebentar as artérias

[REFRÃO 4x:]
(Respiro fundo)
E lembro-me da força
(Que guardo dentro do meu corpo)
Espero que ela ouça

Todo o amor deste mundo
Perdido num segundo
Todo o riso transformado
Num olhar apagado
Toda a fúria de viver
Afastada do meu ser
Até que um dia acordei
E vi que estava a perder
Toda a força que cresceu
Na vida que deus me deu
Uma vontade de gritar bem alto:
O MEU AMOR MORREU
Todo o mundo há-de ouvir
Todo o mundo há-de sentir
Tenho a força de mil homens
Para o que há de vir

Flashback instantâneo
Prazer momentâneo
Penso em ti até
Que bate duro
No meu crânio
Toda a dor
Toda a raiva
Todo o ciúme
Toda a luta
Toda a mágoa e pesar
Toda a lágrima enxuta
Alieno como posso
Não posso encher a cabeça
Não há dinheiro
Nem vontade
Ou amor que o mereça
Não vou pensar de novo,
Vou-me pôr novo
Neste dia novo
Estreio um coração novo
Visto-me de branco
Bem alegre no meu luto
Saio para a rua
Mais contente que um puto
Acredita que custou
Mas finalmente passou
No final do dia
Foi só isto que restou

[REFRÃO 4x:]
(Respiro fundo)
E lembro-me da força
(Que guardo dentro do meu corpo)
Espero que ela ouça


Todo o amor deste mundo
Perdido num segundo
Todo o riso transformado
Num olhar apagado
Toda a fúria de viver
Afastada do meu ser
Até que um dia acordei
E vi que estava a perder
Toda a força que cresceu
Na vida que deus me deu
Uma vontade de gritar bem alto:
O MEU AMOR MORREU
Todo o mundo há-de ouvir
Todo o mundo há-de sentir
Tenho a força de mil homens
Para o que há de vir
Vai haver um outro alguém
Que me ame e trate bem
Vai haver um outro alguém
Que me ouça também
Vai haver um outro alguém
Que faça valer a pena
Vai haver um outro alguém
Que me cante este poema

ATÉ JÁ DA WEASEL

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

moments like these

São momentos vividos e que nós percebemos a importância dos mesmos quando os vivemos e a felicidade que com eles se auto-transportam... Contado parece uma coisa banal, mas vivido é do melhor.
Momentos que julgámos perfeitos e que possivelmente não os são. Lá está, nunca saberemos, porque nós não sabemos o futuro, não sabemos o que ele traz de bom ou mau, e se ele mesmo nos trará momentos tão bons como os que vivemos ou estamos a viver. Por outro lado, não sabemos se a perfeição existe. Afinal, o que é isso? Existem momentos perfeitos? Existe felicidade a 100% ? Não poderemos querer sempre melhor? Exigir mais? Transformar o óptimo em perfeito? Mudar o perfeito para mais que perfeito? Será que temos mesmo a necessidade de definir tudo? De apalavrar tudo? Calma, não é preciso. Viver na indefinição é muito mais giro. Não saber o que o futuro nos trará, encarando-o com a esperança de que o amanhã vai ser melhor que o hoje é fundamental para uma vida saudável, tranquila e intensa. Tentar aproveitar o presente, ao máximo. Viver o presente como se não houvesse futuro, mas sabendo que o futuro nos espera já ali à frente. Meses? Dias? Semanas? Horas? Ordem natural da Natureza, ordem natural da vida, ordem lógica de tudo isto que conhecemos. Os momentos passam e nós tentamos aprisioná-los com medo que eles fujam! Foram tão bons que os queremos guardar para sempre e viver numa constante apatia com o mesmo de sempre. Fará isso sentido? Nenhum, digo eu. Ter esperança no futuro, arregaçar as mangas, ser empreendedor, ter iniciativa, ser optimista e procurar aquilo que nos faz feliz. Seguir o que sentimos, perseguir os nossos sonhos e aquilo que realmente nos diz algo. Cedendo aqui ou ali, convivendo com este ou com aquele, é esse caminho de busca da felicidade que dita a nossa personalidade e que em tudo influenciará o nosso futuro.

Honrarmo-nos do passado, aproveitando o presente e não deixando fugir o futuro. Venha ele!

domingo, 5 de dezembro de 2010

Tentativa de

Ser eficiente é ser capaz
de ver o lado bom da vida
e nunca olhar para trás
sem medo de nao ter guarida.
Guarida essa que é forte
mas não o suficiente
porque na sua insuficiência
se revelou mordaz e audaz,
e inclusivé foi capaz
de mostrar benevolência.
Por quem? Nunca saberás
Resta continuares a andar
sem olhares para trás, e
Será que sou capaz?

De tudo somos capazes na vida,
superamos tudo e todos,
quiçá em troca de uma batida
de gostos e emoções
mesclada com ambições
capazes de fornecer vida.

Vida essa que nos persegue e nos enleia
que nos acaricia e nos rejeita
que nos acolhe e nos despreza
Como num sopro é abalado,
uma mentira que se torna desfeita.


Desfeita em pedaços minimozinhos,
que nem com cola se colam,
arranjamos solução,
que julgamos estar longe e nem a sentimos perto
está apenas cá dentro...
à espera do momento certo.


PS: Improviso às 2 e 22 da manhã, sem qualquer correcção. Porque o cérebro já não permite. Para mais tarde recordar...

domingo, 28 de novembro de 2010

Hein ? II

Desmancho-me a rir ao ouvir e ver pela 5678645678º vez o sketch "A minha vida dava um filme indiano" do Perfeito Anormal (catalizador do que foi/é o Gato Fedorento) e o non-sense é tanto que até chateia.
Será que "nada acontece por acaso" e tudo tem que ter um sentido? Ou será que é o "destino" a tentar dar um sentido à vida? O que é isso?
Passando para outro assunto, dado que já nem me lembro do que iria falar: adorei a reportagem especial que deu na SIC sobre o José Mourinho. Líder nato, carisma fora de série, personalidade extravagante, confiança inabalável. Um exemplo, um ídolo.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Working Class Hero - John Lennon



As soon as your born they make you feel small,
By giving you no time instead of it all,
Till the pain is so big you feel nothing at all,
A working class hero is something to be,
A working class hero is something to be.
They hurt you at home and they hit you at school,
They hate you if you're clever and they despise a fool,
Till you're so fucking crazy you can't follow their rules,
A working class hero is something to be,
A working class hero is something to be.
When they've tortured and scared you for twenty odd years,
Then they expect you to pick a career,
When you can't really function you're so full of fear,
A working class hero is something to be,
A working class hero is something to be.
Keep you doped with religion and sex and TV,
And you think you're so clever and classless and free,
But you're still fucking peasants as far as I can see,
A working class hero is something to be,
A working class hero is something to be.
There's room at the top they are telling you still,
But first you must learn how to smile as you kill,
If you want to be like the folks on the hill,
A working class hero is something to be.
A working class hero is something to be.
If you want to be a hero well just follow me,
If you want to be a hero well just follow me.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

VELOCIDADE

Fico pasmado como é que o tempo passa a correr. Será que esta noção de rapidez com que vivemos é consequência do tempo em que nos situamos? Não faço ideia, nunca vivi noutro tempo para saber se influencia de alguma forma a velocidade... Mas acho que sim. 
Sociedade onde o tempo é dinheiro, onde a pressão está inerente em tudo o que fazemos e onde a informação consegue superar o pensamento dos homens. É a internet, são as notícias da televisão, é o rádio que de hora a hora dá as mesmas informações...Acordar, ir para a faculdade/trabalho, chegar a casa, comer qualquer coisa, um pouco de relax, dormir... e acordar novamente. Rotina. Rotina que é envolvida por uma velocidade estonteante. Teremos nós a qualidade de saber apreciar cada momento, por mais rápido que seja? As pessoas mudam, as vontades também, assim como os gostos e os comportamentos; e tudo a uma velocidade que nós nem damos conta! Será este o modo certo de viver? Mais um minuto, mais uma hora, mais um dia, mais um mês. Mais experiência adquirida. Velhice, portanto. E não é necessariamente má essa experiência. Mas tenho dúvidas se estarei a aproveitar tudo isto da melhor maneira. Será que esta hedionda rotina me vai ajudar no futuro? Futuro? Que é isso pá? O dia da manhã? Que me interessa o dia de amanhã se eu vivo ainda no hoje? 
Interessa porque somos ensinados em olhar para o presente como base do futuro. Fará isso sentido? Será que aproveitarei bem o presente se me despreocupar demais com ele e concentrar todas as atenções no futuro? Fazer planos? "P'ró mês que vem devo ir aí!" Sabes lá pá... É essa a piada disto tudo: nunca sabemos o que nos reserva e é por isso que nos devemos preocupar menos com o futuro e construir um melhor presente! Com clichés ou sem clichés, a verdade é que o tempo passa depressa.  Não se pensa muito nisto, mas eu penso. Estou sempre a pensar. Odeio pensar de mais. Porque não consigo estar e ser mais tranquilo? Penso 'Relaxa Francisco...', mas a verdade é que não dá. Não dá nem quero. Prefiro viver assim ! Antes cansado do que aborrecido e antes activo que apático. Porque um momento é sempre um momento e toca de saber apreciá-lo, porque ele mais cedo ou tarde se desvanece! E seja ele positivo ou negativo temos de encará-lo com um sorriso nos lábios e poder aprender algo com ele... 
Em suma, tudo isto tem como pano de fundo um enquadramento espectacular e maravilhoso que é a VIDA que temos, e  seja ela veloz ou vagarosa, entusiasmante ou letárgica, profunda ou superficial, temos de a aproveitar! Porquê? Porque ela passa rápido...

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

33º post

Gosto do número 33.
São 2 da manhã e 33 minutos e ainda estou acordado não sei bem a fazer o quê, mas algo bom não é de certeza. Sinto os olhos pesados, farto-me de bocejar mas não me apetece dormir. Acho que comecei a ter medo da cama. Gostava de não ter que dormir. Sabe bem e tal, mas é tempo mal gasto, acho eu. Em 8h pode-se fazer tanta coisa...e porquê desperdiçar a dormir?


estou a escrever e não sei o quê; penso "fenomenal!". Adoro este brainstorming, este 'escrever por escrever' sem ter uma razão qualquer que se possa misturar com inspiração...

Falta-me inspiração e organização. Preciso de desfragmentar o disco e começar a abrir a pestana!

São horas de acordar! Mas agora vou dormir.

See'ya *

domingo, 14 de novembro de 2010

Apetece-me I

Apetece-me escrever. É 1 da manhã e já bocejei umas quantas vezes. Não quero ir para a cama e fico aqui a deambular pelas internets como se isto me trouxesse algo de novo e positivo para a vida. Vejo o facebook, leio algumas coisas, oiço música e pronto. Lembrei-me de ir ao blog. Tudo o que vem neste post não faz sentido. Não sei bem o que escrever, só sei que me apetece.

Realmente o que podemos esperar da vida é impressionante. Nada faz sentido, nada é por acaso, nada é porque sim, nada é porque não. Procuro respostas e não as encontro. Será que me enganei? Não costumo falhar neste tipo de coisas, mas se há coisa que aprendi nestes últimos tempos é que eu sou mesmo igual aos outros. Pensei que fosse diferente, mas afinal sou igual. Também fico pensativo sobre as coisas que acontecem e gostava de saber o porquê. Pensei que era sempre capaz de ver algo de positivo em tudo o que me acontece, por pior que seja a situação. A verdade é que vejo coisas bastante positivas, e estão mesmo em maior número do que as negativas, mas mesma assim isto lixa-me o esquema todo. Já nem estou triste, já só estou incrédulo e desiludido; passei do 80 para o 8 de uma forma surrealmente rápida. Pensei que tudo isto fosse diferente, a verdade é que não. E acho que é por isso que estou assim. Acho que andei um bocado offline do mundo até agora. Tenho uma mente complexa que nunca me permite estar completamente feliz. Até fui mais do que o habitual, e acho que me arrependo. Ou secalhar não, mas talvez sim. Mostrei-me demasiado, senti-me completamente à vontade num ambiente que eu agora sei que não é o meu. Ou secalhar até é. Mas acho que esta resposta nunca chegará. Se por um lado tento combater tudo isto e fazer uma forçinha para levar isto de ânimo leve, basta 1 referência para que seja tudo apagado. Procuro explicações e não as encontro porque secalhar nada faz sentido e nunca fará. Pelo menos para mim, sei que não vou encontrar uma explicação -daquelas que eu gosto- todas pipis, lógicas e coerentes. Porque secalhar não há. E se a vida é mesmo isto, feita de desventuras e caminhos atribulados, o equilibrio é a utopia em que quero acreditar. Acredito que o destino (qué'ssa merda!?) me vai trazer momentos bons e consequentemente maus. Porque se eu já tinha isto bem patente na minha vida: nada dura para sempre,  tudo tem um fim, por mais simples que seja a coisa e que tudo o que é bom tem qualquer coisa má que serve para que aprendamos e tiremos alguma ilacção sobre o assunto em questão; porque é que ainda sou dos otários que acredito que as pessoas não são facilmente influenciáveis? Mas o mundo, a sociedade, o ambiente exógeno que nos rodeia é tão forte e tão pressionante que se calhar até é normal...Ou não? Nós, no fundo, somos forçados a acreditar no que nos dizem, no que ouvimos, no que nos contam...Somos fruto de um brainstorming cultural e não temos nem um pingo de originalidade no corpo. Não há nada de diferente; a bem ou a mal, devagar ou depressa, de uma maneira ou de outra acabamos sempre por revelarmos a merda que somos. Se acreditava que ia ser tudo diferente, acabou tudo igual. Que é que posso fazer? Nada. Não podemos fazer nada. Temos de assistir a um festim de comportamentos e aos quais somos impotentes de criticar, de alterar, de mexer, de mudar ! Não depende de nós, porque se dependesse iríamos pôr isto bom só p'ra nós e os outros que se lixassem não é? Não somos todos assim? Uma cambada de egoístas? Só pensamos em nós e gozamos e aproveitamo-nos daqueles burrinhos que ainda são ingénuos e que ainda não acordaram para a vida. A vida é uma selva, e aqui manda o mais forte. "Welcome to the jungle" gritavam eles nos anos 80 e se vinte e tal anos depois se continua assim...Seremos nós fortes o suficiente para lutar por algo melhor? Uma selva mais justa? Mais igualitária? De que serve isso se nós somos egoístas e se só queremos o nosso bem e "tou-me cagando" p'rós outros?

Não serve de nada. Mas nem tudo foi em vão. É isto a que eu chamo evolução. Uma aprendizagem constante, por mais irritante que seja!

E nós estamos cá para isto mesmo, para sobreviver! Porque é essa a nossa função na vida: sobreviver. E basta fazer isso para sermos felizes!

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sábado, 6 de novembro de 2010

.

gotta keep on movin'
gotta keep on shakin'
gotta keep on breakin'
gotta keep on...
LIVING!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Hein ? I

Adoro a palavra 'estranho'. Tem um sentido tão geral e abstracto...Pode ser uma coisa má, mas também boa. única e igual. entusiasmante e chata.

Tal como tudo na vida...Depende da maneira que olhamos para as coisas. Ver coisas positivas em momentos estranhos é bom, mas também é mau.
Acima de tudo é rápido. E que bom é apreciar a palavra 'estranho'!

Irreplaceable!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Nostalgias imberbes

Um amigo meu, do qual eu já não sabia nada há mais de um ano,  adicionou-me numa conhecida rede social. Foi uma sensação tão boa... Foi um "rewind" de uns anos e lembrar-me do que passámos, dos momentos que tivémos, daquilo que fizemos juntos...


Tenho saudades de ser mais puto. Tenho pena de já ter 19 anos. Foram tantos e tão bons momentos que passei quando era mais chavalo...

Não tenho medo de crescer, no sentido de ter de assumir responsabilidades, ter de trabalhar, ter uma casa, poder construir o meu futuro, mas a pergunta "JÁ !?" ecoa na cabeça a cada momento em que olho para o futuro.

Faz tudo parte de um crescimento. E é bom crescer...pena passar tão rápido.


Parte para o cliché em jeito de conclusão "é a vida!" .

até uma próxima

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

sem título

Vejo pessoas com caras tristes; ninguém no comboio onde viajo está contente. Será que não há razões para sorrir? A vida está má, estamos em crise, há contas para pagar, há 'este e aquele' problema na vida, mas porra, isso não é aproveitar a vida. O sol, a chuva, o mar, o vento...Tudo coisas que existem para dar algum tipo de simbolismo à nossa vida, dar um significado a isto.
Mas talvez esta seja a versão idílica das coisas, porque a vida não é só isto. O sol pode estar a brilhar, mas a conta da água acabou de chegar! O vento sopra com tanta força que é capaz de trazer mais um problema de rajada para atormentar o pessoal...
Há quem diga que se isto fosse fácil, perdia toda a piada, mas eu nunca pedi um mundo difícil. Porque é que as coisas não são mais fáceis? Não existiriam mais razões para sorrir, mais tempo para aproveitar, mais disposição para encarar as coisas?

Não quero facilidades, mas muito difícil  também não.

19 de Outubro, dia de merda.

"Hoje é o dia" - 19 de Outubro

Sabem aqueles dias em que nada sai bem? Aqueles dias em que parece que não fazemos nada acertado? Aqueles dias onde mais valia fazer um reboot ao cérebro e acordar só amanhã?
Quero tentar articular palavras e tudo sai mal. O cérebro não reage...Quero pensar e não consigo!
Quero escolher a palavra certa para o momento e só sai merda vazia e sem sentido. Quero pensar e só saem futilidades estúpidas e irrelevantes para aquilo que quero. Não sei  bem o que pensar, mas odeio estes dias. Dias que, simplesmente, nem mereciam existir ; mais valia passa-los a dormir. Mas não pode ser...As exigências da sociedade assim o obrigam. Tenho que ir às aulas, não chegar atrasado, levar o material, estar calado e quieto durante 90 minutos, e só falar quando sua Excelência o permite. Hoje foi um dia de merda, e se estes dias demoram a passar... As coisas não surgem conforme eu quero. Problemas abatem-se sobre mim e logo no dia em que não os consigo resolver, porque não consigo pensar! Nem há brainstorming nem nada! Prefiro estar com uma sensação de explosão na minha mente, do que num mar quieto e sem ondas onde me encontro agora. E o mar está manso e eu estou-me a afogar; parece impossível.
Prefiro convulsão da ideias, prefiro movimento e tempestade emocional do que esta apatia inerte de qualquer tipo de raciocínio.
Que merda de dia, 19 de Outubro, um daqueles dias para esquecer.

Há dias assim.

Há dias em que só apetece dizer " FODA-SE ! ".

Dia 19 de Outubro foi o dia.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Teimosia

Começo por perguntar ao vazio se haverá alguém que não seja teimoso. Existirá alguém suficientemente fraco para não defender de forma aguerrida as suas convicções? Os seus gostos? As suas opiniões? Se há, só tenho que lamentar. Que mau é não sermos capazes de defender o que sentimos! Convém sermos assertivos e coerentes com os argumentos e com as atitudes resultantes dessa opinião/gosto/interesse; caso contrário, corre-se sempre o risco de cairmos na futilidade.
Confesso que tenho um certo gosto em defender coisas que não agradam à maioria; é uma das formas de ser diferente, e se há coisa da qual fujo é de ser igual. Serei eu capaz de manter toda esta coerência até ao fim da minha vida? Será que existirá um dia onde serei apenas mais um? Será que a sociedade me vai conseguir moldar e passarei a ser mais um nesta imensa e bem estruturada carneirada? 
De que vale ter ideias próprias - e quanto custa defende-las... - se, porventura, um dia deixarei de as ter? Será que toda esta luta valerá a pena?

Aos 19 anos, e grato por não ter sido alienado pela sociedade, a teimosia diz-me que sim. Só não sei por quanto tempo, mas até lá...

Continuarei teimoso !

jghsdjhgj

Não sei porque é que me dá vontade de postar sempre a partir da uma e tal da manhã. Sinto o cérebro cansado e com alguma dificuldade em articular as palavras no teclado - daí tecla backspace estar a ser usada com mais frequência que o costume...

Há coisas que não me saem da cabeça.

Provavelmente o meu maior problema é - exceptuando todos os outros - pensar de mais.

Tento sempre antever e antecipar os pensamentos e as atitudes das outras pessoas. É horrível viver assim "hmm, se ele/a fez isto, quer dizer que pensa/quer isto!". Horrível mesmo.
Isto está inerente ao meu outro grande problema: não saber corrigir erros. E se há coisa que isso reflecte é estupidez. Mas se eu sei que não sou estúpido porque é que não consigo corrigir isso? Porque é que não consigo aproximar-me um bocadinho mais da perfeição?  Não que alguma vez ambicionasse ser perfeito, mas adorava ser um bocadinho melhor do que aquilo que sou, neste tipo de questões.

Daí o título do post ser algo idiota e sem sentido. Porque é como me sinto agora. Numa faceta mais insegura e que não é nada habitual em mim. 

É melhor dormir, talvez tudo isto se resolva com umas horas de sono. E amanha já é dia de faculdade. Bah, e que merda de dia.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Nostalgias de Verão - parte II

Volta Verão, estás perdoado!
O pessoal andava mais contente, mais saudável e mais bem-parecido. Agora andarmos aí com casacos, com lenços no bolso das calças (ou para alguns, a manga da camisola - já que tem a mesma função) e com a má disposição que a chuva traz, faz algum jeito? Com o Inverno, os problemas surgem com maior facilidade; as incertezas e as indefinições vêm ao de cima porque um gajo fica mais tempo em casa, e se ouvir a chuva a bater na janela é melancólico por si só, imagine-se também o 'arrastão' de alguns pensamentos menos próprios e menos dignos da condição humana que com a chuva advêm.

Verão é simplificar. É abrir a gaveta, tirar uma t-shirt qualquer, é em seguida abrir o armário e tirar os calções que estão pendurados, e é, por fim, calçar as havaianas e tá a sair de casa para ir aproveitar.

Os pensamentos fluem mais rápido, há sol, e este com a sua principal função de catalisador físico da vida humana, também funciona como interruptor mental. As coisas sorriem para nós. Temos a praia e temos o barulho do mar, para ajudar a descontrair. Temos um gelado que nos refresca. Temos noites onde não são precisos casacos, porque a temperatura é a ideal para se estar ali, a ver as estrelas, deitados a contemplar.

Contemplar o quão fantástica e incrível é esta coisa que nós tentamos mutilar diariamente: a vida.

Porque, para mim, as coisas no Verão são as melhores.


Sou um eterno insatisfeito por Natureza. Mas orgulho-me disso - por mais estranho que pareça.

Até um próximo post - que, certamente, irá ser feito com um casaquinho pelas costas... Não vá eu constipar-me novamente.

domingo, 10 de outubro de 2010

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

non-sense em aula - I

De que vale ser racional? Será bom, será mau? É uma qualidade ou defeito? Como sempre, a resposta é "depende".
"Depende" porque acho que a racionalidade é muito subjectiva. Como em todos os aspectos das vidas humanas, o equilíbrio é a utopia a atingir. Portanto é bom pensarmos nas nossas atitudes/gestos/falas, como também é bom não cairmos no exagero de pensarmos demais e ficarmos presos a esse mesmo pensamento exacerbado.

E pronto, era só isto que queria dizer.

O que eu pensei ser o inicio de um posto filosófico daqueles todos catitas, tornou-se numa coisa vulgar e simples; graças à 'storm' que vai no meu 'brain' ( que belo jogo de palavras, hein !? ) que desinspirou a minha inspiração.

Até uma próxima - se não for antes.

Green Brigade - Espectacular




Claque do Celtic de Glasgow - Green Brigade, assumidamente ANTIFA.


Lindo poder ver como o futebol influencia as pessoas.


C'MON YOU BOYS IN GREEN

sábado, 2 de outubro de 2010

Setembro - Mês da Magia

O meu mês.


Pelo 2º ano consecutivo, foi o melhor mês da minha vida. Não faria sentido eu fazer anos em Agosto, está demasiado calor. Em Outubro? Já está um bocadinho de frio...


Setembro é o equilíbrio. Setembro é o mês 9, e 22 é o meu dia. Combinação mágica, digo eu.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Acontecimento - I

" Aconteceu tudo estranhamente rápido. Não sei o que se passou, mas sei que não foi por acaso. Porque, afinal, o acaso existe? Não devemos nós lutar pelo acaso? Ou devemos ficar quietos à espera que o acaso venha por acaso?
Ambição. É isso que me demove: procurar mais, ter melhor...Porque o bom pode ser óptimo e só nós podemos transformar cada momento em óptimo e deixar o bom para trás.
Lutar. Tentar ser melhor...Porque mesmo que não consigamos, nunca foi tempo perdido; porque foi uma viagem - e nessas aprende-se sempre algo - sem semáforos, sem STOP's, a uma velocidade constante...Porque era conhecimento, conhecimento que se foi adquirindo até se ter um bom nível de entendimento...Entendimento mútuo, cúmplice e estranho.
Não são precisas definições, porque estas tiram magia aos momentos; momentos que são espontâneos, naturais...e estranhos.
Mas estranho é bom. Bom no sentido de ser uma descoberta...De quem? Não quero nem consigo definir.

E isso chega para ser feliz.

Porque é assim que sou, e porque eu não quero mudar...

Livre, espontâneo, natural, mágico, utópico, estranho...

Porque são MAGIAS & UTOPIAS ! "


Francisco G. de Brito.
19 anos e 1 semana.

Surpreendentemente estranho.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Liberdade

Tenho pena de ter nascido tão tarde. Devia ter nascido entre 1950/55 para poder ter apreciado o 25 de Abril de 1974; Adorava tê-lo vivido: deve ter sido um momento inesquecível!

Ver um país unido em torno de um só ideal: LIBERDADE


É uma palavra forte. Será que a conquistámos totalmente em 74? É certo que podemos votar de 4 em 4 anos...Mas haverá liberdade de escolha? Haverá liberdade de optar livremente por aquilo que realmente queremos? Haverá liberdade de lutar pelos nossos sonhos? Haverá liberdade suficiente para sermos aquilo que ansiamos?


25 de Abril não é só uma data. É um estado de espírito.

O espírito perdura em mim. E é certo que nunca deixarei de lutar por aquilo em que acredito e por aquilo que desejo.


Mas se o Chico Buarque naquela altura cantava por questões geográficas, eu faço-o por questões temporais.





25 de Abril: Agora e sempre.

domingo, 26 de setembro de 2010

Entusiasmo & Ansiedade

Quando uma coisa me entusiasma, vivo-a com uma ansiedade horrível. Ansiedade não daquele tipo de faltas de ar e essas coisas, mas pensar "porra, quero mesmo estar lá / vivenciar aquilo ". Ansiedade controlada, portanto.
Mas será que quando esse momento - pelo qual tanto ansiei - chega, serei capaz de o aproveitar na sua plenitude?

Espero que sim. Mas sei que não. Porquê? Não sei.

Tenho receio de não aproveitar suficientemente bem as coisas da vida. Uma ida a uma esplanada num dia solarengo, ou ficar mais um bocadinho na cama num dia de chuva. Uma ida ao cinema, ou um livro. Não ir ao estádio ao domingo.



Entusiasmo.

Ansiedade.

Receio.

Dúvida.
Incerteza.
Brainstorming !

Nostalgias de Verão - parte I

O meu Verão começou logo bem, com um grande dia 10 de Julho.

Poder ver Dropkick Murphys, Gogoll Bordello e Pearl Jam só num dia, acho que nem pedindo a entidades divinas, seria um pedido extremamente difícil de concretizar.


Para mim, a música mais emblemática dos Dropkick Murphys é esta:



Letra:

Yeh, this one's for the workers who toil night and day
By hand and by brain to earn your pay
Who for centuries long past for no more than your bread
Have bled for your countries and counted your dead

In the factories and mills, in the shipyards and mines
We've often been told to keep up with the times
For our skills are not needed, they've streamlined the job
And with sliderule and stopwatch our pride they have robbed

[Chorus:]
We're the first ones to starve, we're the first ones to die
The first ones in line for that pie-in-the-sky
And we're always the last when the cream is shared out
For the worker is working when the fat cat's about

And when the sky darkens and the prospect is war
Who's given a gun and then pushed to the fore
And expected to die for the land of our birth
Though we've never owned one lousy handful of earth?

[Chorus x3]

All of these things the worker has done
From tilling the fields to carrying the gun
We've been yoked to the plough since time first began
And always expected to carry the can



PS: Vinha a conduzir o carro, em direcção a casa, levava as janelas fechadas, porque estava com frio. Pensei : "Porra, o Verão já acabou ", e não é que passou rápido? Demais, até. Lembrei-me de fazer esta série de posts. Porque me apetece. Afinal, isto é meu!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

19 anos - já?

Faço hoje 19 anos.


Nem sei bem o que sentir. A maioridade já foi atingida - e com ela, todos os privilégios inerentes: carta de condução, votar e ser (verdadeiramente) preso - logo, não passa de "mais um ano".
A frase "já tás um homenzinho" já foi usada anteriormente, assim como o belo cliché "já tens idade para ter juízo", e é por isso só "mais um ano". Mais um ano que passou a uma velocidade impressionante. Agora percebo os desabafos angustiantes dos mais velhos "o tempo passa num instante". Quando digo isto, há sempre alguém que defende "oh, até parece que és velho!"; a verdade é que o estou a ser. Ano para ano. E talvez mais rápido do que pensava...

Mas agora é tempo de aproveitar. Aproveitar ao máximo... Absorver tudo o que seja positivo, olhando com esperança para o futuro e lutar cada dia para me tornar uma pessoa melhor - a todos os níveis.



22/9

19 anos.



Sim, já.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Poesia - Ary dos Santos

Era a tarde mais longa de todas as tardes que me acontecia
Eu esperava por ti, tu não vinhas, tardavas e eu entardecia
Era tarde, tão tarde, que a boca, tardando-lhe o beijo, mordia
Quando à boca da noite surgiste na tarde tal rosa tardia

Quando nós nos olhámos tardámos no beijo que a boca pedia
E na tarde ficámos unidos ardendo na luz que morria
Em nós dois nessa tarde em que tanto tardaste o sol amanhecia
Era tarde de mais para haver outra noite, para haver outro dia

Meu amor, meu amor
Minha estrela da tarde
Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Se tu és a alegria ou se és a tristeza
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza

Foi a noite mais bela de todas as noites que me adormeceram
Dos nocturnos silêncios que à noite de aromas e beijos se encheram
Foi a noite em que os nossos dois corpos cansados não adormeceram
E da estrada mais linda da noite uma festa de fogo fizeram

Foram noites e noites que numa só noite nos aconteceram
Era o dia da noite de todas as noites que nos precederam
Era a noite mais clara daqueles que à noite amando se deram
E entre os braços da noite de tanto se amarem, vivendo morreram

Eu não sei, meu amor, se o que digo é ternura, se é riso, se é pranto
É por ti que adormeço e acordo e acordado recordo no canto
Essa tarde em que tarde surgiste dum triste e profundo recanto
Essa noite em que cedo nasceste despida de mágoa e de espanto

Meu amor, nunca é tarde nem cedo para quem se quer tanto.

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Usar a palavra "genial" para descrever tal coisa seria desvalorizar este poema. Lindo. Brilhante.

sábado, 18 de setembro de 2010

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Festa do Avante! 2010 - feedback

Cheguei a casa, regressado da Festa do Avante, na madrugada do dia 5 de Setembro. Após este tempo de excitação emocional, de inúmeros 'tags'/'comments'/'posts' no Facebook, e de relatar por alto às pessoas mais chegadas o que se passou na Festa do Avante, é hora de tentar pôr isto por escrito.
Foi o meu 2º Avante. Voltei a acampar com um amigo no acampamento interior - para trabalhadores da Festa -, montámos a tenda, descansámos um bocadinho e depois toca a visitar o recinto da Festa para um mini-reconhecimento do local.
A Festa do Avante por si só, é um espaço de convívio. Primeiramente, convívio entre os comunistas Portugueses, pessoas que trabalham activamente na organização do Partido e na sua região, para tentar proporcionar uma vida melhor para Portugal. Em segundo lugar, um convívio entre jovens de toda a parte do País. Pessoalmente, e apesar da minha experiência ser pouca, o Avante já não é visto como sendo um "espéctaculo" político; pelas minhas 'contas', cerca de 50%/60% das pessoas que vão à Festa do Avante não são comunistas/não ligam a política. É visto como sendo o último 'festival de verão', com um espirito um tanto ou quanto semelhante ao Sudoeste TMN - parque de campismo, espirito 'legalize', boa onda - só que mais acessível à maioria das pessoas (Pagar 19,5€ por 3 dias + taxas de campismo + comida/bebida, creio que não seja muito dificil de atingir pelo pessoal.)
Acontece que a Festa do Avante, para além de ser um Festival de Verão, é mais do que isso. Começa logo pelo simples facto de a Festa do Avante e todas as infrastruturas nela inseridas serem construídas apenas e só por militantes comunistas, simpatizantes e amigos. Depois, a camaradagem que lá existe, aquela boa onda que se vive, aquela solidariedade inexplicável são sentimentos que só acontecem lá.
Para mim, o Avante é mais do que um sítio onde se pode ouvir boa música e beber uns copos; é mais do que poder fumar uns charros à vontade; é mais do que estar na boa com os amigos sem qualquer stress ou preocupação; para mim o Avante representa aquilo em que acredito e aquilo que eu luto. Luto pelo Partido Comunista Português e luto por um Portugal melhor. A Festa do Avante é a expressão máxima daquilo que o PCP pode fazer. A união, a força de espirito e de abnegação, o sacrificío, o esforço...Enfim, Tudo! Tudo aquilo que os camaradas fazem por um ideal representado pelo PCP é qualquer coisa de inacreditável. Não se tome tudo isto de ânimo leve . A Festa representa  esforço individual e esforço conjunto, representa férias gastas na Quinta da Atalaia com trabalho de sol a sol, suando face ao calor de Julho e Agosto.
O que aqui está não é voluntariado, é dádiva. Dádiva essa que é feita por todos nós, trabalhadores da Festa, por acreditarmos que, sim, é possível uma vida melhor! Dádiva que é feita ao Partido, à Festa, ao Ideal Comunista, aos Camaradas e a todos os Visitantes da Festa do Avante.
A Festa do Avante é um dos melhores fins-de-semana da minha vida. É indescritível todo o ambiente que se vive, e aconselho vivamente a todas as pessoas ( de todas as idades, de todos os quadrantes politicos, de todos os géneros, raças, etnias e nacionalidades, etc.) a visitarem a Festa do Avante. Porque, afinal, NÃO HÁ FESTA COMO ESTA!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Festa do Avante


Vai ser a minha 2ª presença na Festa do Avante.
Vai ser especial, certamente.


Ansioso por lá chegar, por poder lá estar, por poder sentir tudo aquilo em que acredito - por mais utópico que seja.

Isto é  AVANTE,CAMARADAS !

terça-feira, 31 de agosto de 2010

sábado, 28 de agosto de 2010

Questões Políticas



Uma das partes importantes da minha vida é, sem dúvida, a política.
A política costuma ser apelidada pelos Portugueses como "antro de corrupção" e "são todos uns mentirosos, só estão lá para encher os bolsos". Tudo bem, respeito essa opinião, e em parte concordo com a mesma. Agora, a pergunta impõe-se : Porque é que andamos nesta dualidade partidária que nos assola há mais de 3 décadas? Quando chega a altura de votar, onde estão as pessoas que apelidam de ladrões e corruptos os políticos? A resposta é simples: a votar nos mesmos de sempre, nos rosinhas e nos laranjinhas.
Se há coisa que se pode notar na minha personalidade é a de ser sempre do contra, e como tal, neste aspecto da minha vida não deixo de ser diferente. Eu acredito que Portugal pode ser melhor do que aquilo que é, e luto para que isso mude; uma das formas de luta e de mudança que eu compreendo serem necessárias para Portugal passa pelo Partido Comunista Português.
 A minha aproximação ao PCP veio de uma forma natural. Cá em casa, há uma simpatia extrema pelo PCP/CDU. Os meus pais pertencem aos milhares de trabalhadores portugueses que trabalharam uma vida inteira, com condições razoáveis de trabalho, mas sempre com poucas esperanças e  curtas aspirações a nível profissional, e com isso nunca conseguiram atingir um nível de vida - que, num país dito 'normal' seria totalmente justo após tantos anos de trabalho - muito elevado.
 Na escola secundária, ao estudar História e ao assimilar por ordem cronológica todas as injustiças que houve no Mundo, devido a uma dicotomia exageradamente simples: os opressores e os oprimidos (talvez esta expressão seja demasiado forte para algumas mentes mais sensíveis, mas após uma busca não muito longa na História mundial consegue-se ver perfeitamente que sempre houve exploradores e explorados) a minha impaciência para aceitar essas injustiças revelou-se algo complicada para mim. Complicada porque as dúvidas - " porque é que isto tem de ser sempre assim ? " - acumulavam-se cada vez mais na minha cabeça, e a resposta não vinha de forma clara e coerente. Comecei por ler as ideologias de todos os partidos políticos (em traços gerais), e achei que a que mais se adequava àquilo que procurava e que sentia era o PCP.
Acredito verdadeiramente num Estado social, onde o Estado tenha o papel de protector dos cidadãos, tendo a justiça social como principal objectivo a alcançar. Não acredito na total colectivização de todas as indústrias e da apropriação estatal de todos os negócios que se processem no País, pois creio que isso é uma das formas de restrição das liberdades individuais -  ainda bem que o PCP já não defende isso.

Mais tarde aprofundarei as minhas convicções políticas, neste mesmo sítio - se bem que a uma hora diferente.

Até à próxima.

Intro

Viva,
Este pequeno espaço por mim criado há cerca de uns 10 minutos já vinha a ser pensado há algum tempo - muitos dias e alguns meses. Por inúmeras razões que não vale a pena referir fui sempre adiantando este meu 'objectivo':  ter um lugar onde pudesse falar/escrever sobre tudo aquilo que me apetecesse, sem aprisionamentos intelectuais e sem qualquer restrição.
Pois bem, o espaço está criado. Só falta imaginação e criatividade. Aparecerão, por certo.

Até uma próxima, se não for antes.